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Mercado de Trabalho: Quem dita as regras?
Texto publicado em 25/03/2010
Estamos vendo uma movimentação muito grande no mercado de trabalho por todo o Brasil. O país saiu ileso, ou com pouquíssimos arranhões da crise que assolou os Estados Unidos e a Europa em 2008 e esta situação o favoreceu no sentido de gerar credibilidade para investimentos estrangeiros e nacionais. Com isso a economia do país ao invés de diminuir ou paralisar, ganhou fôlego e vem garantindo o aquecimento de empregos em todo o país, o qual deve chegar ao final deste ano com dois milhões a mais de postos de trabalho preenchidos.

A oferta de empregos que antes era analisada principalmente pelo desempenho de São Paulo, Minas e Rio de Janeiro, teve que render-se a outros estados, principalmente os do Nordeste. Por lá, além de estarem promovendo uma grande revolução industrial, estão também conquistando, seja pela oferta generosa de salários e benefícios, seja pela qualidade de vida gerada pelos atrativos naturais e belos de suas regiões, muita mão de obra especializada. Agrega-se a isso o descaso das autoridades governamentais que não conseguem  sincronizar adequadamente o ensino médio com as demandas de mercado (cursos Técnicos).  O que percebemos então é que: há vagas, mas falta mão de obra treinada e especializada.

A oferta está maior que a procura e esta é uma lei de mercado, ou seja: as empresas precisam reter seus talentos para garantirem que seus planos de produção, aumento das demandas, qualidade, atendimento ao cliente, entre outros não fiquem comprometidos por falta de colaboradores.

Além disto, a briga por talentos deve aumentar ainda mais, tendo como expectativa as grandes promessas de crescimento da economia e conseqüentemente geração de empregos liderados pelos grandes eventos de 2014, Copa do Mundo e 2016, Olimpíadas no Brasil. 

Quem tem ido ao mercado de trabalho em busca de profissionais qualificados já está sentindo isso na pele. E creio que esta situação está apenas começando. Se ela se concretizar como eu acredito que irá, haverá reflexos nos processos de cargos e salários, benéficos e outras vantagens que possam virar atrativos para retenção de talentos.

É hora dos RHs acompanharem isto de perto e também de colocarem este tema em discussão nas reuniões estratégicas de suas empresas.
E vocês candidatos? Como vocês estão se posicionando dentro deste contexto? Como anda a empregabilidade de vocês? Como estão os processos de crescimento e atualização? Todas estas informações fazem algum sentido dentro de suas perspectivas de carreira? É hora de pró atividade. Leia e acompanhe as tendências.  Troque idéias, busque informações e mantenha-se informado, pois o momento é oportuno para que você conquiste o seu espaço. As empresas estão sedentas por talentos, descubra como se tornar um o mais rápido possível e não deixe que o bonde da história passe em sua vida. Lembre-se: a lei de mercado neste momento projeta  uma  oferta maior do que a procura e isto é fato. Mas esta mesma lei diz que em algum momento da história isto poderá mudar.  E neste momento, o que fará a diferença será a sua empregabilidade.

Coloque os seus talentos a serviço de sua carreira e boa sorte!!!!

Ramon Marra
Psicopedagogo
e-mail: ramonmarra@hotmail.com  

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